AGO/2017 - ANEF revê projeção de crédito para financiamento de veículos


ANEF revê projeção de crédito para financiamento de veículos

 

Deverão ser liberados R$ 90,6 bilhões, volume 10,2% superior ao registrado no ano passado – expectativa inicial era de aumento de 5,5%

 

 

Com a esperada recuperação na venda de carros que vem sendo registrada nos últimos meses, a ANEF (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras) elevou a sua projeção de liberação de recursos para financiar a compra de veículos. De acordo com o último boletim da entidade, este ano deverão ser liberados R$ 90,6 bilhões, o que representa uma alta de 10,2% na comparação com o ano passado, que foi de R$ 82,2 bilhões.  A estimativa anterior era de que o volume de negócios seria da ordem de R$ 86,7 bilhões, crescimento de 5,5% em relação a 2016.

 

“A venda de veículos vem registrando uma ligeira alta e o consumidor começa a esboçar mais confiança para investir em um bem de maior valor. Nossa expectativa é a de que teremos um segundo semestre melhor na comparação com o primeiro. Os números, no entanto, ainda serão tímidos em relação aos anos anteriores. A retomada será lenta, pois as pessoas ainda mantêm cautela antes de fechar um negócio”, analisa o presidente da ANEF, Luiz Montenegro.

 

Ao contrário da liberação de recursos, a ANEF não reviu sua projeção para o saldo de financiamento. Por enquanto, esse indicador foi mantido, com expectativa de crescimento de 2,5% em 2017, passando de R$ 162,7 bilhões para R$ 166,7 bilhões.

 

Recursos

No primeiro semestre deste ano, os bancos de montadoras e as instituições independentes liberaram R$ 45,8 bilhões, o que representa uma alta de 18,6% em doze meses – no ano passado, nesse mesmo período, o montante foi de R$ 38,6 bilhões. Para as operações de CDC (Crédito Direto ao Consumidor) foram destinados R$ 44,9 bilhões (alta de 19,8% em relação ao mesmo período de 2016) e para o leasing, R$ 880 milhões (queda de 22,3% em doze meses).

 

Negócios em junho

O sistema financeiro liberou R$ 7,9 bilhões para as operações de financiamento, volume 3% inferior ao registrado no mês anterior e 19,4% superior ao mesmo período de 2016. Desse total, R$ 7 bilhões foram destinados às pessoas físicas e os restantes R$ 983 milhões para as empresas. Para o leasing foram concedidos R$ 132 milhões, queda de 41,6% na comparação com maio e de 18% em relação ao mesmo período do ano passado. Para as pessoas jurídicas foram liberados R$ 108 milhões e para as físicas, R$ 24 milhões.

 

Compras à vista atingem 46%

Apesar de o financiamento ser a modalidade mais procurada pelo consumidor na hora de adquirir um veículo, com 47% dos negócios, as compras à vista atingiram recorde histórico no primeiro semestre, chegando aos 46%. Na sequência vem o consórcio, com 5% das operações, e o leasing, com 2%.

 

No segmento dos veículos pesados, o Finame respondeu por 60% dos negócios. Na sequência vieram os financiamentos (18%), compras à vista (12%), consórcio (6%) e leasing (4%). Já os compradores de motos estão optando pelo CDC. No primeiro semestre, essa modalidade foi responsável por 36% dos contratos fechados, seguida pelo consórcio (34%) e pelas compras à vista (30%).

 

Inadimplência

A taxa de inadimplência em junho nas operações de CDC registraram queda, tanto para pessoas físicas como para as jurídicas. O índice para o primeiro grupo foi de 4,4%, o que representa queda de 0,1 ponto percentual na comparação com o mês anterior e de 0,2 ponto percentual em doze meses. No segmento das empresas, a taxa foi de 3,3%, diminuição de 0,2 ponto percentual em relação a maio, e de 1,0 ponto percentual na comparação com o mesmo período de 2016.

 

No leasing, o número de pessoas físicas que estão deixando de quitar seus compromissos também caiu. A taxa na carteira de CDC foi de 3,8%, menos 0,4 ponto percentual na comparação com maio e recuo de 1,8 ponto percentual em doze meses. No segmento das empresas, o índice foi um pouco maior, de 3,9%, redução de 0,3 ponto percentual em relação ao mês anterior e em doze meses.

 

Taxas de juros

As taxas praticadas pelos bancos ligados às montadoras continuam mais atraentes na comparação com as adotadas pelas instituições independentes. Em junho, as entidades associadas à ANEF cobraram juros de 20,98% ao ano e 1,6% ao mês, enquanto os independentes trabalharam com índices 24% e 1,81%, respectivamente. O prazo médio das concessões é de 41,9 meses. Já o prazo máximo oferecido pelos bancos é de 60 meses.

 

Saldo das carteiras

O saldo das carteiras em junho somou R$ 161,6 bilhões, o que representa uma pequena alta de 0,2% em relação ao mês anterior, mas recuo de 4,6% na comparação com o mesmo período de 2016. Desse total, os financiamentos respondem por R$ 157,7 bilhões (volume 0,3% superior ao registrado no mês anterior e diminuição de 4,0% em doze meses) e o leasing pelos R$ 3,9 bilhões restantes (aumento de 2,5% na comparação com maio e queda de 23,5% em doze meses).

 

O saldo de crédito para aquisição de veículos para pessoas físicas e jurídicas corresponde a 2,5% do PIB (Produto Interno Bruto). No mesmo período do ano passado, esse indicador era de 2,8%, recuo de 0,3 ponto percentual. O volume representa 5,2% do total do crédito do SFN (Sistema Financeiro Nacional) e 10,6% do total das operações de crédito – Recursos Livres.

 

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Fundada em 1993, a ANEF representa as suas marcas associadas junto aos órgãos do governo, de entidades de classe e associações congêneres, divulga, esclarece e presta informações, tanto à imprensa quanto aos consumidores em geral, sobre as modalidades de financiamentos – CDC (Crédito Direto ao Consumidor), Finame, Leasing e Consórcio –, nos segmentos de automóveis, ônibus, caminhões e motocicletas. A entidade representa, hoje, 15 marcas e suas respectivas estruturas de serviços financeiros, incluindo bancos, empresas de arrendamento mercantil e administradoras de consórcios vinculados à indústria automotiva.

 

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AGOSTO/2017

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